Nunca fiz o que estou prestes a realizar...
Nunca me pus a compor um texto movido por um sentimento tão asqueroso
Já é quase meia noite e eu, mais uma vez estou na frente desse maldito teclado. Nunca as teclas me pareceram tão pequenas e insignificantes. Nunca olhei para a tela dessa forma odiosa e com tanto ira narcisista.
Sinto que estou descontando esse sentimento em algo que não devo. Sinto que meus alvos deveriam ser outros e que eu poderia simplesmente assassinar algumas pessoas para que meu planeta volte ao normal. Mas acho que eu estaria cometendo um erro de proporções letais. Eu estaria ressuscitando meu falecido monstro. Eu seria o meu passado novamente!
Lembro que há alguns anos, momentos de tremendo ódio como este me faziam tomar uma garrafa de qualquer coisa que atiçasse minha visão e alinhasse meu cérebro a um ponto onde o sangue era a única referencia.
Só que dessa vez, algo está diferente. Eu simplesmente parei aqui, praguejei algumas vezes e não pedi perdão por isso. Sentei na frente dessa máquina e comecei a expor essa deprimente mostra de falta de controle emocional. Meu aparente desconforto se resume em saber que prejudiquei uma pessoa além de mim. Isso realmente faz uma diferença e tanto nessa fase da minha vida e eu não quero mais ter a culpa de estragar o sorriso de nenhum ser humano na face da terra. Não seria justo...
Embora eu esteja simplesmente possesso, eu sei exatamente o que eu tenho que fazer para que as coisas se ajeitem. Sei a quem eu tenho que pedir desculpas sinceras e quem deve ser punido com o meu desprezo e a minha arrogância até agora adormecidas.
Sobre minhas atitudes e sobre eu estar sendo duro com as pessoas, eu tenho algo a dizer a meus críticos: “Não é com minha ira aparente que deveria causar susto e surpresa, mas justamente a falta dela no meu semblante, pois um sorriso ás vezes pode conter mais veneno do que mil palavras imersas em ira e revolta!”
Se eu realmente não conseguir conter essa raiva que me assola nesse momento, eu com certeza não dormirei muito bem e vou ficar com dores no meu corpo durante dias. Minha boca amarga de forma assustadora, sintetizando o que meu cérebro interpreta como sendo ainda um resquício dos ferimentos mortais contra meu peito na noite anterior.
Vamos ver se eu consigo fazer o dia se tornar melhor do que a minha noite.
quarta-feira, 4 de julho de 2007
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Um comentário:
Sai deste corpo que isso não te pertence mais! Afff...
Maior é o que está em vc, do que o que está no mundo, nunca se esqueça disso, moço!
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