segunda-feira, 4 de abril de 2011

teste de entrada de dados

testesdlvckndfgoçdsboreibnfgobgndfpibnwenrgvpofidj nvc4w-9u ntrty0 9hy0pjhb o´0rth gb90yhjg p9jb hdpfrtojhnfdoigtne fhiobhprejnfvo~ifdg jopfdmg fuet-pfdjo9 porjgerpogjerpogjdfgopjsdfgoierwjgoihgfdpbjhweroighg´dihgpodfg wer´gf ertgjfg herojg[perjtgtpjhgphjdfí~erjhng 9-trfhghgh

quarta-feira, 18 de julho de 2007

Fantasma de Grinalda

Algumas pessoas fazem yoga, outras jogam vídeo-game. Já tem seres que adoram falar ao telefone quando estão precisando refletir sobre qualquer assunto. Diferente desses e de outros, eu corro de moto e isso me faz ter idéias, sejam elas boas ou ruins.
A madrugada estava gelada como nunca. Parecia que aquele telefonema distante e aquela voz macia e rouca havia me causado mais problemas do que eu imaginava quando bati deselegante e furiosamente o telefone.

1ª marcha:
“Eu deveria ter sido mais calmo. Porque me irritei tão fácilmente? Rodrigo, você consegue ser um perfeito idiota nessas horas”. O vento estava frio e eu não conseguia enxergar direito por conta da neblina, como sempre acontece. “Acha que isso foi inteligente? Acha que ela gostou de ver esse seu lado?”. Em algum ponto desse monólogo algo aconteceu que não era previsto. Alguém cometeu um erro que gerou outros e muito provavelmente esse alguém fui eu. “Está na hora de fazer esse maldito motor render!”.

2ª Marcha:
Dentes cerrados de ódio das minhas reações mecânicas e automáticas. Os pneus em quase cinco mil giros queimavam no asfalto a cada curva que eu fazia sem reduzir um único Km/h. “Maldito seja esse fantasma de grinalda! Maldita seja a idéia de que eu não posso fazer nada para evitar que um evento cataclísmico como esse aconteça!”. A estrada ficou reta. É hora de fazer a ruiva cantar os pneus no asfalto frio!

3ª Marcha:
São duzentas e cinqüenta cilindradas de força que parecem nada quando comparadas à negatividade que exala dos meus poros. Eu parecia alguém que não se importaria nem um pouco em deixar de existir após aquele momento. “Como pode me falar em segredos agora que eu revelei todos os mais graves e asquerosos eventos, medos e traumas da minha vida? Como ela pode achar que eu não suportaria a verdade?”. O vento ficou mais gelado e a velocidade mais alta: “Como eu adoraria um acidente em alta velocidade agora! Aposto que doeria menos!”.

4ª Marcha:
“Algum idiota disse uma vez que a sorte brinda os que dela fogem”. Essa frase faz realmente sentido. Com o tempo a aceleração constante faz com que pensemos mais rápido. Faz com que sejamos mais rápidos nas reações. Eu penso em fantasmas que deixo para trás. Eu penso nos problemas que me circundam. Mas não paro de pensar no erro que cometemos: “Algemas para nossas almas....Não deveríamos ter começado com isso. Eu deveria ter ficado calado dentro do banco. A culpa é toda nossa!”.

5ª marcha:
Sou movido à velocidade. O mais importante durante o processo é que eu estou te exorcizando da minha vida enquanto as rotações do motor chegam ao ponto máximo: “Um choque com um caminhão me estraçalharia por completo! Mas eu seria muito feliz por aquele último segundo de respiração sem pensar no vestido de noiva que vai se arrastar pela igreja cheia de pessoas aplaudindo tal espetáculo bizarro”. Meus olhos não conseguem mais permanecer abertos enquanto eu estou olhando para as cores distorcidas pela minha passagem: “Finalmente eu consegui!”.

Redução brusca!

O motor grita meu nome e mais alguns xingamentos com a descida das marchas. Eu não posso acelerar nem mais um segundo. Minhas mãos travaram quando eu pensei no que me disse quando foi embora. Eu cumprirei minha parte no acordo e vou respeitar sua vontade. Agora se me permite, eu vou descer dessa moto, pois acabo de escapar de um acidente: “Minha vida ainda é muito cara para se perder assim! E eu aposto que você vai concordar com isso!”. Você tinha toda a razão quando disse que eu não sou mais o mesmo: “Obrigado pelas lições!”


Adeus, minha amiga! Que o que tivemos seja eterno pela fração de segundo que se passou!

quarta-feira, 4 de julho de 2007

E eis que 'ele' uma noite desperta

Nunca fiz o que estou prestes a realizar...
Nunca me pus a compor um texto movido por um sentimento tão asqueroso
Já é quase meia noite e eu, mais uma vez estou na frente desse maldito teclado. Nunca as teclas me pareceram tão pequenas e insignificantes. Nunca olhei para a tela dessa forma odiosa e com tanto ira narcisista.
Sinto que estou descontando esse sentimento em algo que não devo. Sinto que meus alvos deveriam ser outros e que eu poderia simplesmente assassinar algumas pessoas para que meu planeta volte ao normal. Mas acho que eu estaria cometendo um erro de proporções letais. Eu estaria ressuscitando meu falecido monstro. Eu seria o meu passado novamente!
Lembro que há alguns anos, momentos de tremendo ódio como este me faziam tomar uma garrafa de qualquer coisa que atiçasse minha visão e alinhasse meu cérebro a um ponto onde o sangue era a única referencia.
Só que dessa vez, algo está diferente. Eu simplesmente parei aqui, praguejei algumas vezes e não pedi perdão por isso. Sentei na frente dessa máquina e comecei a expor essa deprimente mostra de falta de controle emocional. Meu aparente desconforto se resume em saber que prejudiquei uma pessoa além de mim. Isso realmente faz uma diferença e tanto nessa fase da minha vida e eu não quero mais ter a culpa de estragar o sorriso de nenhum ser humano na face da terra. Não seria justo...
Embora eu esteja simplesmente possesso, eu sei exatamente o que eu tenho que fazer para que as coisas se ajeitem. Sei a quem eu tenho que pedir desculpas sinceras e quem deve ser punido com o meu desprezo e a minha arrogância até agora adormecidas.
Sobre minhas atitudes e sobre eu estar sendo duro com as pessoas, eu tenho algo a dizer a meus críticos: “Não é com minha ira aparente que deveria causar susto e surpresa, mas justamente a falta dela no meu semblante, pois um sorriso ás vezes pode conter mais veneno do que mil palavras imersas em ira e revolta!”
Se eu realmente não conseguir conter essa raiva que me assola nesse momento, eu com certeza não dormirei muito bem e vou ficar com dores no meu corpo durante dias. Minha boca amarga de forma assustadora, sintetizando o que meu cérebro interpreta como sendo ainda um resquício dos ferimentos mortais contra meu peito na noite anterior.
Vamos ver se eu consigo fazer o dia se tornar melhor do que a minha noite.

terça-feira, 26 de junho de 2007

Amizades, satélites e banda larga...

Em minhas internetadas pela vida afora, eu encontro pessoas e "pessoas" que todos os dias participam de minha vida e compartilham momentos de suas vidas comigo, o que eu retribuo passando a elas um pouco de minhas experiências de vida destiladas no ambiente virtual.
Em um dia desses (na verdade madrugada), encontrei uma figura muito singular em uma sala de bate papo (vício que não consigo largar!), a qual me cativou bastante desde nossa primeira conversa. Ela parece doce, meiga e muito concentrada. E em nossas conversas ela mostra a pessoa que realmente é, assim como eu faço. Conversas regadas à sinceridade e muita descontração são a tônica de cada encontro virtual.
Desenvolvemos conversas sobre relacionamentos, amizades, tendências, moda, religião e na grande maioria das vezes falamos de nós mesmos e de nossas vidas no “deserto do mundo real” fora de nossa Matrix. Essa moça de sorriso alegre e brilhante também consegue entender a complexidade do meu pensamento e das nuances existentes no mesmo. É interessante como as pessoas se sentem unidas quando criam um vínculo pela internet. Às vezes chega a ser assustador, mas no caso, é agradável e sempre deixa um gosto de “quero mais” ao final de cada papo.
A ela eu escrevo esse pequeno comentário, que temperado com uma pitada de emoção fraterna, representa um pouco da importância que nossas conversas têm para mm.
Um abraço, moça...

Pacto entre anjos

E lá estava eu, quieto no meu cantinho...
Minha vida monocromática parecia estática e inaudível à humanidade que me circundava.
Passava pelo caminho onde minha própria essência havia sido dividida em duas distintas, divergentes e potencialmente perigosas. Teoricamente, eu brincava de ser feliz e jogava um jogo onde apenas eu perdia para meu maior oponente: Eu mesmo!
Pode ser que eu estivesse fora de mim. Mas parecia agradável...

Pelo menos, eu pensava assim. (E como eu estava equivocado!)

Mas aí, em uma manhã interessante, ela apareceu. Sorria como se o planeta dela fosse diferente do meu. Como se alimentasse sua alma apenas de cor e energia! Parecia romântica e apaixonada pela vida: Tudo o que eu deixara de ser há bastante tempo...
Não conseguia entender porque ela insistia em se aproximar quando meu escudo (levantado para toda a humanidade) permanecia à frente do meu peito, afastando tudo e todos ao meu redor.
Queria tanto contato com ela quanto queria com o restante dos que estavam ao meu lado. Queria ela longe como queria a todos. Permanecia uma rocha e avisava a todos publicamente que essa era a minha “postura”. Todos respeitavam minha idéia de companheirismo. Todos respeitavam meu conceito de amizade unilateral na qual eu estava disposto a ajudar em qualquer situação, mas não conseguia dividir meus problemas para “não incomodar a ninguém”. Menos ela! Ela simplesmente teimava em não compreender! (Essa loira tem atitude! Eu tenho que admitir)
Quando menos esperava, ela havia me conquistado. Foi um processo que ocorreu com a naturalidade que uma amizade tem que ter. Não era mais eu ou meu alter ego para ela. Era alguém mais livre, mais solto, mais “humano”, como ela me ensinara a ser...
Hoje, passamos por poucas e boas nos aconchegando um nas asas do outro. Sendo amigos, sendo cúmplices de nossas dores, pactos, confidencias, alegrias e principalmente sonhos.
Sou uma pessoa abençoada! Tenho a proteção pessoal de um anjo de cabeleira dourada que sempre me guia para os melhores caminhos. Um anjo que oferece afago, sorriso e lágrimas à medida que há a necessidade de qualquer um desses elementos essenciais para a vida de um ser em transição nessa terra de humanos fúteis e infiéis a seus sentimentos.
Hoje, há algo que só nós sabemos. Há segredos e tratados angelicais e honrados nos quais não há mácula, malicia ou intriga que possa nos fazer levantar escudos ou empunhar espadas um contra o outro (Nossa, e como já tentaram!), pois há algo melhor que nós dois dividimos. Há a amizade que procurávamos. Há a preocupação, o cuidado e a proteção que nos faz vigiar um as asas do outro.
Eu estarei aqui para aplaudi-la sempre que sagrar-se vencedora, assim como estarei aqui para afagá-la e oferecer conforto quando se sentir caída.
Que nosso pacto seja cumprido como queremos. Que nossas vidas sejam cheias de felicidade. Seja ela provinda do sorriso inocente de uma criança amada ou da alegria de um domingo rindo com os amigos. Que eu seja para ti, moça, como é para mim. Anjo e arcanjo protegendo e apoiando um ao outro! (Gostei do som. Vou adotar!).

“Que as lágrimas derramadas por tais seres sejam um eterno vínculo em nome da felicidade de ambos. Que seja eterno na medida em que nos é permitido”

segunda-feira, 25 de junho de 2007

Sobre o que é amor...

Este, diferente de outros textos que já escrevi, é sim uma declaração de amor...
Mas diferente das declarações já escritas, essa não é romântica nem tampouco fala de amantes. Esta verdadeira confissão tem como alvo um amigo.
Um amigo mais que querido, um amigo verdadeiramente amado. Um amigo que ainda não compreende o mundo que o rodeia, as mudanças que ocorrem no ambiente em que vive e nem as leis que regem as vidas sua e das pessoas que ama. A esse amigo eu amei como nunca amei uma criatura viva na terra. O modo como me aceitou em sua vida, me considerou além dos meus erros (por não ter a idade para compreender a gravidade deles, admito) e principalmente o carinho que empregou em nossa curta vivencia juntos me motiva a escrever essa pequena mostra de carinho e amor por ele.
Meu amigo, mesmo pequeno e infante, tem uma missão que o força a ser mais forte até do que pode compreender ser. Doente, agora tem o compromisso consigo de lutar contra algo que nem sabe que existe em seu organismo. Assistir a essa verdadeira batalha é agora para mim um suplicio dos mais aterrorizantes! Não consigo saber que ele não está bem, e que mesmo assim não posso abraçá-lo e dizer: “Eu estou aqui, meu príncipe”.
Amar um ser humano sem esperar nada em troca. Essa foi a lição que aprendi com aquela criança. E é essa lição que eu repasso aqui nessas modestas e mal escritas linhas.
Quero vê-lo concluir sua faculdade um dia! Quero vê-lo ser o melhor na educação física! Quero saber que correu de bicicleta e até que conquistou uma garota enquanto andava na praça...
Que o seu futuro seja melhor que o que eu desejei...
Porque eu sinto sua falta.
Mas torço e emprego minhas raras e agora fervorosas orações por sua melhora.



Não esqueça que eu te amo!

sexta-feira, 22 de junho de 2007

O que se esconde por trás da neblina?

Eu estava a cerca de 80 km por hora.
O metal da moto ficava rangendo e gritando meu nome....
“Pode ser sono! Estou quase vendo e ouvindo coisas!”
Eram quase 6 da manhã e eu ainda não havia dormido. Passei a madrugada na frente do computador resolvendo “coisas”. Coisas que me deixaram preocupado com a minha própria vida. “Como eu posso agora não ser um monstro quando me pareço tanto com um?”. Esse era o meu dilema da manhã. Esse era o meu dogma do dia...
Lembro de ter meditado sobre erros cometidos na noite anterior. Não conseguia parar de pensar que o monstro que eu ferira naquela noite era também uma parte do que eu fui e que ainda sou. “Você é igual a ele. Nada em você é diferente!”. Agora eu estava a pouco mais de 60 por hora e o frio me revelava algo que ainda não havia notado na cidade: “Como a neblina está densa!”.
Uma cortina de fumaça natural e vapor frio (gélido, na verdade) me faziam perder a visão física, mas ao mesmo tempo atiçava minha visão mental. O que ???. Sim, visão mental. Aquela na qual você consegue perceber tudo ao seu redor com mais clareza. Aquela que te ajuda quando as dúvidas pairam na sua mente perturbada.
Eu corria menos, pensava mais. Sentia um frio que congelava minha alma e fazia com que meu pulmão respirasse aliviado por eu estar ainda vivo, mesmo eu não tendo mais tal direito.
“Você nunca vai mudar!”. Será que aquela harpia tinha razão? Será que eu realmente nunca mudaria? Será que eu seria como o monstro da noite anterior aos meus 40 anos de idade?
Perguntas e mais perguntas. Gostaria de uma resposta de vez em quando! Mas em todo o caso, eu estava com meu peito doendo de tanto frio que fazia. O caminho até minha casa parecia mais longo que o de costume e ainda assim eu teimava em querer mais algum tempo para pensar nisso...
Bem, meu dia começou um tanto estranho, mas acredito que houve uma melhora significativa a partir daí. Trabalhei, brinquei, sorri, pensei e refleti.... “Não sou igual a ele!”, finalmente eu acordara para esse fato. E nunca ser diferente me pareceu tão adorável e deliciosamente normal.
Então, hoje não acessarei meu Messenger, meu Orkut ou qualquer dispositivo da internet. Hoje é dia de usar o telefone e ligar para alguém especial apenas para saber como ela está. Sem nenhuma segunda intenção capciosa, sexual ou mesmo egocêntrica. Uma ligação apenas com o fim de perguntar: “Como foi a sua viagem, minha linda?”
Meu primeiro passo para ser um pouco mais diferente da criatura que combato. Um grande passo para quem não conseguia fazer nada em relação à isso. “Obrigado ao monstro pela ajuda!”
Que seus fins de semana sejam cheios de ligações carinhosas como a que pretendo realizar.
E que elas sejam recebidas com o carinho que espero da minha!