O dia começou com uma pergunta:
Como eu faço o tempo parar?
Essa maldita pergunta entrou em meu cérebro e lá se alojou, fazendo com que eu olhasse para o sol, que com sua arrogante presença dizia: “Inevitável!”. O astro referia-se à minha missão mais que dolorosa daquele dia fatídico e assustador.
Não consegui fazer nada além de visitar meu mar azul. Cheguei à sua casa e lá estava ela sentada no sofá ao telefone, como se nada fosse acontecer dali a poucas horas. Cheguei e dei-lhe um beijo no rosto. Ela retribuiu me puxando com os olhos e beijando minha boca como se estivéssemos longe por anos. “Daqui a pouco tempo estaremos, princesa”, eu pensava enquanto o agora “cadeirante” Humberto (ex-futuro-ex-possivel-quase-cunhado) entrava pela sala e gritava por café!
Levei meu nobre amigo a uma confeitaria, e no trajeto comentávamos sobre a vida e como eles fariam falta nela. Fiz elogios à sua irmã, atual objeto de meu carinho quase que absoluto e de como faríamos para manter contato agora que sua partida era coisa certa.
Em meio à nossa conversa ele sugeriu que eu não comprasse nada e que apenas voltasse e “trocasse os Medeiros”. Concordei prontamente e rimos da velocidade com que isso aconteceu. Não que eu não gostasse de sua companhia, mas não poderia, àquela altura, perder mais um segundo que tinha para ficar perto de meu mar particular.
Levei-a ao mesmo local. Tomamos um ótimo café da manhã. Na verdade, alguns sucos, doces e cremes, que acabaram e narizes, olhos, cabelos e bocas....Brincar é algo que com ela, parece normal até para esse grandalhão que vos escreve..
Olhei para trás e por um minuto vi algo que me remeteu ao doce e ao mesmo tempo azedo sabor do meu passado recente. Amei e senti pena, mas o amor prevaleceu, embora o ódio vindo da porta tenha tentado podar-lhe. Nesse momento, confirmei o que escrevi no post anterior: Meu demônio estava enterrado!
Saímos de lá e fomos apenas nos sentar em um carro. Sabe, odiei de imediato a idéia de passar quase duas horas naquele tormento de saber que a estava escoltando para longe da minha presença! Mas ainda assim fui com ela...
Sem perceber, meu semblante congelou. Meus dentes agora cerrados mantinham o “concreto” do meu rosto em sua posição mais fechada. Estava visivelmente chateado com a viagem dela. Mas aí, ela fez algo que me abalou. Olhou seriamente para mim, tocou no meu rosto e repetiu uma frase que sempre digo: “Não fale nada. Estou memorizando seu rosto, portanto, me dê um sorriso dos que eu amo!”.
Sorri, a beijei, a senti quente e forte como sempre. Ficamos assim, abraçados pelas almas e pelos corpos até a chegada. Eis o momento que eu evitei sequer imaginar durante dias...
Eu pensei comigo: “Mantenha-se como uma rocha! Seja frio e diga que foi um prazer conhecê-la”. Percebi que era o outro em minha mente que falava, então desconsiderei de imediato o comentário e fui eu mesmo. Ela agradeceu.
E ela se foi... My last days of romance agora faz sentido! Odeio despedidas, mas essa, em particular me pareceu diferente. Foi mais um "até logo" que deixou em aberto algo que nunca vou querer fechar.
Adeus minha “amiga”. Que POA seja tua morada até sentir vontade de voltar...
Agora é hora de visitar a nuvem do meu anjo particular... Tenho que saber como ela está.
Tá na hora de vestir o uniforme de arcanjo!!!
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2 comentários:
Saudade é como a fome, só se mata saciando! Esperança, caro arcanjo, esperança sempre estampada na tua alma de gigante, vc viveu dias mágicos, isso é privilégio de poucos. Me extasio com tua narrativa, mas prefiro ao vivo, pq teus olhos falam mais que estas lindas palavras!
Torço pra que ela volte e traga o irmão dela tb! hahahahahaha...
Não se esqueça de me apresentá-lo, pelamor heim?
Amu tu queridão, de verdade verdadeira ;}
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